
Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal mostra que o senador Jaques Wagner (PT-BA) usava seu
gabinete no Senado para se encontrar com gestores do Banco Master. Em conversa com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, o congressista diz que o local é “o mais protegido e discreto” para fazer os encontros.
Segundo a PF, há registros de ao menos 2 encontros no gabinete do senador. Uma outra reunião foi marcada para 19 de abril de 2024, mas foi desmarcada.
O ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, retirou o sigilo do relatório na 5ª feira (30.jul.2026). A PF classifica o conjunto reunido como preliminar e indiciário.
O conjunto de documentos enviados pela PF ao Tribunal mostra benefícios recebidos por Wagner –uso de aviões, recebimento de ingressos para show, apartamento de luxo do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, em troca de atuação em favor do banco no Congresso Nacional.
Os investigadores sustentam que parte dessas vantagens foi transferida por meio de empresas, fundos de investimento e pessoas interpostas ligadas aos investigados. O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse nesta 6ª feira (31.jul.2026) ter “certeza de que vai provar sua inocência” nas investigações que ligam seu nome ao Banco Master. Em entrevista à Rádio Baiana FM, afirmou que está “tranquilo” e focado nas eleições de outubro.
“O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição. Temos 2 meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção, com a presença do Lula”, declarou o senador.