
Um fato inusitado e polêmico movimenta os bastidores da política baiana. O deputado estadual Binho Galinha, atualmente custodiado no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, teria se filiado ao partido Avante mesmo estando preso.
A articulação política é atribuída ao ex-deputado federal Ronaldo Carletto, conhecido como “Carletto”, que recentemente assumiu protagonismo na reorganização partidária na Bahia.
Preso sob acusações graves — incluindo suposta liderança de milícia, envolvimento com jogo do bicho e tráfico de drogas —, Binho Galinha volta ao centro das atenções não apenas pelo processo judicial, mas agora também pelo movimento político que levanta questionamentos.
A principal dúvida que circula nos meios políticos e jurídicos é: como se deu, na prática, essa filiação? Quem teria levado a ficha de filiação até o presídio para a assinatura do parlamentar? E quais os trâmites legais adotados para validar esse ato dentro de uma unidade prisional?
Especialistas apontam que, embora não haja impedimento automático para filiação partidária de pessoas presas — desde que não haja condenação definitiva com suspensão dos direitos políticos —, o procedimento precisa seguir regras formais e legais, o que inclui a manifestação de vontade do filiado e a validação pelo partido.
O caso deve gerar repercussão e pode provocar questionamentos junto à Justiça Eleitoral, além de levantar debates sobre os limites éticos e legais das articulações políticas em situações envolvendo investigados e detentos.
Até o momento, nem a direção do Avante nem a defesa de Binho Galinha detalharam como ocorreu o processo de filiação dentro do presídio.