
A tradicional barraca de praia Cabana Mogi, em Mogiquiçaba, distrito de Belmonte, foi demolida por decisão judicial, deixando escombros e indignação entre moradores e frequentadores da localidade.
Com mais de duas décadas de funcionamento, a Cabana Mogi era considerada um patrimônio cultural e afetivo da comunidade, sendo ponto de encontro de turistas e moradores de localidades vizinhas.
Segundo informações da comunidade, um desacerto comercial envolvendo a proprietária do imóvel e uma inquilina resultou em uma decisão judicial determinando a desocupação do espaço, culminando na demolição da cabana.
Agora, outra preocupação toma conta dos moradores: a possibilidade de o proprietário do terreno, supostamente ligado ao Grupo Rondelli, cercar a área até as margens da praia, comprometendo a passagem e o acesso público ao litoral.
Ao tomar conhecimento da demolição e da possibilidade de cercamento, o prefeito de Belmonte, Iedo Elias, demonstrou insatisfação e afirmou que o município não permitirá qualquer medida que impeça o livre acesso à praia. Segundo ele, caso haja tentativa de cercamento irregular, serão acionados a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o Ministério Público e as autoridades policiais.
O prefeito ressaltou que a administração municipal agirá dentro dos limites da Lei para garantir o acesso público e a preservação da área.
A reportagem do agazetabahia esteve no local e constatou os escombros e restos da construção, que deixaram um aspecto de abandono em meio à beleza natural da praia de Mogiquiçaba.
A comunidade espera que o poder público acompanhe a situação e impeça qualquer iniciativa que represente restrição ilegal ao acesso à praia, um espaço de interesse coletivo.
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